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Showing posts from 2005

Oração a Antônio Ferreira Xavier

Oração a Antônio Ferreira Xavier (Durante a inuaguração do Salão Comunitário Totonho Xavier) Senhor Prefeito, Reverendíssimo Senhor.Bispo, Senhores Secretários Estaduais e da Prefeitura de Ouro Preto, Senhor Presidente da Associação Comunitária de Glaura, demais autoridades, Minha Família, Senhoras e Senhores, Sob a terra onde nascemos e vivemos vão se acumulando cada vez mais os restos do que somos, o que fomos. Um ou outro lampejo persiste em nossas memórias, cintilam fugidiamente em nossos sonhos. Mas, aos poucos, tudo vai sendo soterrado na escuridão, nós também, e também nossas lembranças. É preciso alumiar os caminhos de nossa memória. Lutamos por conservar vestígios do passado. Um nome, uma data, um lugar. O que perdemos nos prende à terra, cada vez mais, pois ela, nossa origem, é destino do nosso corpo. Nossos mortos nela repousam para sempre. Nossos mortos são nossas raízes. Penetrando sob a terra, dela já não se distinguem, formam uma só substância. Tocarmos o chão da velha f...

Ai de ti, Brasilia ( a revisar )

HAI de TI, Brasília Casalberto De Xavier Escrevo sobre Brasília pela primeira vez, para um veículo especializado, depois de quase 30 anos de observação cotidiana, como um morador originário de Ouro Preto que viveu, ainda, um bom tempo em outra cidade também planejada: Belo Horizonte. Não tenho a pretensão ou intenção de redigir um texto com a preocupação de quem o vai apresentar em seminário, ou qualquer foro técnico ou político; nem mesmo pretendo um texto bem comportado como um artigo que escrevi e saiu. há algum tempo, no Correio Braziliense, fazendo discretas e possíveis comparações de Brasília com Ouro Preto. Pretendo mostrar como se sente um brasiliense que acompanhou os primeiros anos da cidade a ver a escalada de ocupações do território distrital e de seu entorno que se verifica nos dias atuais. Andava ansioso à espera de alguém que escrevesse logo o que venho falando com colegas de trabalho e amigos, há tempos. Mais precisamente, depois da construção da terceira ponte sob...

Pauta para o IPHAN

Pauta de reunião com o Presidente do IPHAN Em 1977 Carlos Fernando de Moura Delphim e Ângela Tresinari Quintão foram contratados para fazerem estudos e escreveram um Plano Geral de Orientação para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e de sua extensão no Horto Florestal, até os limites com o Parque Nacional das Tijuca, na altura da Vista Chinesa e com o Parque da Cidade, na cumieira da montanha coberta de floresta primária; esse Parque faz divisa com a Rocinha. Esse plano serve de base para todo o trabalho que vem se realizando desde então. Este documento é um marco não só porque foi elaborado a menos de vinte anos do início da desordem da ocupação do território do Jardim, mas porque foi o primeiro plano que reuniou os valores da cultura e da natureza, da história e dos valores do patrimônio imaterial A interação com o IPHAN na década dos anos 70 e 80 foi decisiva para estancar esse processo, até certo ponto, porque a fiscalização é precária, mas há documentos válidos na Justiça, e com ...

OK Artigo sobre Darcy Ribeiro

14 DE JULHO DE 1782: DARCY RIBEIRO EMBARCA PARA PORTUGAL NO NAVIO “NOSSA SENHORA DA AJUDA”, E, EM OUTUBRO, SE MATRICULA NA UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Carlos Alberto Ribeiro De Xavier (*) Nascidos em alterosas paragens, seus espíritos só aspiravam as alturas do firmamento, muito além do montanhoso horizonte. E seus corpos, como águas de um regato, dirigiam‑se aos vales. As águas que correram há séculos, as que hoje correm: um só e o mesmo rio. E, como as águas, José Álvares Maciel e seus irmãos Teotônio e Francisco, descem de Vila Rica para o Rio de Janeiro. Vêm numa comitiva de tropeiros que levam e trazem cargas entre litoral e a próspera Capitania de Minas. Produtos agrícolas e pecuários e, sobretudo, dezenas de arrobas do ouro e das pedras preciosas mineiras, mercadorias de crescente demanda nos mercados europeus. Os irmãos seguirão do Rio de Janeiro para Portugal para se matricularem na Universidade de Coimbra. Um enxoval completo prenuncia: os filhos de D.Maciel, Capitão-mor de Vila...

OK Conferência sobre Alexandre Rodrigues Ferreira em Manaus

Seminário sobre Alexandre Rodrigues Ferreira (Manaus, junho de 1997) Inicialmente, gostaria de agradecer aos organizadores pelo honroso convite para vir aqui, hoje, conversar com vocês sobre Alexandre Rodrigues Ferreira. É com grande satisfação que compareço, compartilhando com todos vocês algumas reflexões e idéias, pedindo licença pelo improviso, já que não preparei algo específico para o dia de hoje e pedindo desculpas pela ousadia de tentar olhar para ao cervo e para a história com a lentes adequadas e tentar transmitir um pouco do ambiente intelectual do séc. XIII e de Coimbra, onde estudou Alexandre. Alguém pode achar pouco, falar sobre idéias, por isso, trouxe um texto do Embaixador Sérgio Paulo Rouanet, que começarei citando. Depois falarei sobre três vocábulos: economia, ecologia e brasileiro. Por fim, tentarei mostrar um pouco do ambiente vivido por Alexandre Rodrigues Ferreira e outros brasileiros seus contemporâneos em Coimbra. . as influências das idéias sobre fatos soc...