A goiabada de São Bartolomeu
A goiabada de São Bartolomeu Frei José Mariano da Conceição Veloso tornou-se um botânico famoso em Portugal no século XVIII, descrevendo e enviando plantas e frutos tropicais como também empalhando animais, tendo desenvolvido processos próprios. (*) Nessa época os europeus adaptavam receitas de sopas, saladas, doces e salgados, usando as plantas e ingredientes que aqui se encontravam. O caruru, por exemplo, foi trazido pelos portugueses junto com a couve e outras plantas alimentícias. A couve manteve seu prestígio, mas o caruru, sabe Deus o por quê, caiu em desgraça e passou a ser considerada pária na comunidade vegetal para culinária. Assim, a necessidade de manter a mesa farta e variada levou nossos ancestrais a se servirem, sem cerimônia, do material nativo, cultivado ou silvestre, mesmo que considerado muitas vezes como erva daninha. Guisados e sopas trazidos de além-mar tiveram ingredientes paulatinamente substituídos: beldoegra, dente-de-leão, ora-pro-nobis, mostarda, ...