Conferência sobre Educação e Cultura
Brasil
Ministério da Educacao - MEC
“Educação e cultura na escola pública do Brasil”
1
Carlos Alberto Ribeiro De Xavier
2
Resumo
No presente texto o autor reafirma o entendimento de que a educação é um processo
civilizatório que não implica em sobreposição de valores de uma ou outra cultura sobre as
outras; de que a origem desse processo educativo é a casa e a família e de que a comunidade a
que serve, é uma extensão da escola. Em seguida faz um breve histórico da evolução do
sistema educativo do Brasil, para concluir com algumas iniciativas exemplares de integração
da educação e cultura na escola pública no país.
Palavras-Chave
Arte Educação; Educação Física e Cultural, Atividades Complementares; Cultura.
I - A Escola como extensão da casa e da família
A educação pode ser entendida como um processo civilizatório, no sentido da
formação do indivíduo para a vida e para o trabalho. Esse processo não implica em
sobreposição de valores de uma civilização sobre outras, ao contrário, começa em casa, com a
família e prossegue na escola a partir de valores culturais da comunidade. Esse processo tem
por objetivo a valorização da identidade cultural das comunidades e o desenvolvimento do
indivíduo para a formação de um cidadão participativo, consciente e crítico.
Para estabelecer uma relação de ensino e aprendizagem, desde os tempos mais remotos
algum tempo é investido na escolarização, para que a transmissão de conhecimentos se dê de
forma organizada e contínua; é preciso também que os alunos assumam uma postura de
aprendizes e o professor o daquele que ensina e corrige os erros. Os sistemas educativos
organizam o programa curricular de suas redes de escolas e promove avaliações sistemáticas.
Para nos nutrirmos nas águas de um sábio, o brasileiro descendente de libaneses que se
tornou um símbolo no ensino da língua e dedicou toda uma vida para construir o maior
dicionário da língua portuguesa, retiro um parágrafo do texto “Por uma política da língua”
de autoria do filólogo Antônio Houaiss:
1
Intervenção como representante do Ministério da Educação do Brasil, na Conferência Regional da América Latina sobre
Educação Artística, Bogotá, 28 a 30 de novembro de 2005, preparatória para a Cumbre Mundial da UNESCO sobre Arte e
Educação, Lisboa, março de 2006.
2
Carlos Alberto Ribeiro De Xavier, é Assessor Especial do Ministro da Educação. Foi Diretor do Jardim Botânico do Rio de
Janeiro; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Secretário de Cooperação Internacional e Chefe de
Gabinete do Ministro da Cultura e do Gabinete do Ministro da Educação, em várias gestões. (carlosxavier@mec.gov.br)
Ministério da Educacao - MEC
“Educação e cultura na escola pública do Brasil”
1
Carlos Alberto Ribeiro De Xavier
2
Resumo
No presente texto o autor reafirma o entendimento de que a educação é um processo
civilizatório que não implica em sobreposição de valores de uma ou outra cultura sobre as
outras; de que a origem desse processo educativo é a casa e a família e de que a comunidade a
que serve, é uma extensão da escola. Em seguida faz um breve histórico da evolução do
sistema educativo do Brasil, para concluir com algumas iniciativas exemplares de integração
da educação e cultura na escola pública no país.
Palavras-Chave
Arte Educação; Educação Física e Cultural, Atividades Complementares; Cultura.
I - A Escola como extensão da casa e da família
A educação pode ser entendida como um processo civilizatório, no sentido da
formação do indivíduo para a vida e para o trabalho. Esse processo não implica em
sobreposição de valores de uma civilização sobre outras, ao contrário, começa em casa, com a
família e prossegue na escola a partir de valores culturais da comunidade. Esse processo tem
por objetivo a valorização da identidade cultural das comunidades e o desenvolvimento do
indivíduo para a formação de um cidadão participativo, consciente e crítico.
Para estabelecer uma relação de ensino e aprendizagem, desde os tempos mais remotos
algum tempo é investido na escolarização, para que a transmissão de conhecimentos se dê de
forma organizada e contínua; é preciso também que os alunos assumam uma postura de
aprendizes e o professor o daquele que ensina e corrige os erros. Os sistemas educativos
organizam o programa curricular de suas redes de escolas e promove avaliações sistemáticas.
Para nos nutrirmos nas águas de um sábio, o brasileiro descendente de libaneses que se
tornou um símbolo no ensino da língua e dedicou toda uma vida para construir o maior
dicionário da língua portuguesa, retiro um parágrafo do texto “Por uma política da língua”
de autoria do filólogo Antônio Houaiss:
1
Intervenção como representante do Ministério da Educação do Brasil, na Conferência Regional da América Latina sobre
Educação Artística, Bogotá, 28 a 30 de novembro de 2005, preparatória para a Cumbre Mundial da UNESCO sobre Arte e
Educação, Lisboa, março de 2006.
2
Carlos Alberto Ribeiro De Xavier, é Assessor Especial do Ministro da Educação. Foi Diretor do Jardim Botânico do Rio de
Janeiro; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Secretário de Cooperação Internacional e Chefe de
Gabinete do Ministro da Cultura e do Gabinete do Ministro da Educação, em várias gestões. (carlosxavier@mec.gov.br)
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